quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sinpro e MTE criam grupo de fiscalização para setor privado de educação!!!!

Por Paulo Carrera
A partir de 2012, o Setor Privado de Educação vai precisar se ajustar com mais rigor às normas das CLT e da Convenção Coletiva de Trabalho. Uma parceria formada entre a diretoria do Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco (Sinpro PE), o Superintendente do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), André Luz Negromonte; e o diretor de fiscalização, Expedito Correia, criou – em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (22)-, um grupo de fiscalização para atuar em todas as escolas do setor privado de educação na Região Metropolitana do Recife e também no interior do Estado.
Foto: Paulo Carrera
A iniciativa foi devido a grande quantidade de denúncias de escolas que infringem as leis enviadas pelo entidade sindical ao órgão estadual. Na reunião, Expedito disse que vai priorizar as infrações referentes ao FGTS e 13º salário, deixando as demais irregularidades para serem vistas paulatinamente. Isso porque também há muitas denúncias de outras esferas trabalhistas. Só este ano, o sindicato entregou uma relação com mais 120 escolas, todas denunciadas e protocoladas no MTE. De acordo com o Superintendente, a intenção do MTE é manter fiscal nas ruas e nas empresas; e efetivamente fazer cumprir com a legislação. “Aquelas que estiverem sem o cumprimento legal, receberão os autos de infração, notificação e efetiva multa”. O superintendente disse, ainda, que o MTE não tem o propósito de sair multando ninguém. “O nosso interesse não é de penalizar a empresa. É fazer cumprir. Mas se ela (a empresa) não se enquadrar no cumprimento da lei, infelizmente não há outra saída”, completou ele, que vai enviar o relatório das fiscalizações ao sindicato para o acompanhamento.
“Durante muito tempo, ministério e o sindicato não tiveram um relação de proximidade. Restabelecer esse contato através de parcerias e ações conjuntas é um grande avanço na luta pela dignidade da categoria”, disse Jackson Bezerra, Coordenador Geral do Sinpro Pernambuco.  “Uma das coisas boas dessa reunião foi que esse grupo de fiscalização vai passar a exigir também responsabilidade social por parte das instituições de ensino”, concluiu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Protógenes protocola CPI que pode levar tucanos para a cadeia!!!

Um dia histórico para o país. Nesta quarta-feira (21), o deputado Protógenes Queiroz protocolou junto ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o requerimento para a instalação da CPI da Privataria Tucana. “A Câmara hoje se mobiliza atendendo a um apelo popular muito forte, através principalmente das redes sociais”, comentou Protógenes.


CPI 2  Deputados entregam a Marco Maia requerimento para criação da CPI
“Começou como CPI da Privataria, mas muitos já estão chamando de CPI da Cidadania, pois é uma CPI pluripartidária, com assinaturas de todos os partidos. Muitos deputados da oposição assinaram porque também se disseram surpreendidos com as revelações do livro”, informou o deputado comunista.

Foram colhidas 206 assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar um grande esquema de corrupção ocorrido durante o processo de privatizações das estatais no governo de Fernando Henrique Cardoso.

O fato novo que motivou o pedido de CPI foi a publicação do livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que trouxe centenas de documentos comprovando o recebimento de propinas e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. Participaram da entrega do requerimento, ao lado de Protógenes, os deputados Jô Moraes (PCdoB-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Clamor popular

Protógenes considerou um dia histórico, pois os deputados atendem a um clamor popular pela criação da CPI. “Queremos esclarecer e dizimar uns fantasmas que rondam a política brasileira. Nas privatizações da década de 90, nós pagamos um custo social muito alto e agora descobrimos para onde foi o dinheiro”.

O deputado fez questão de ressaltar que todo o movimento que surgiu no país se deve `a publicação do jornalista Amaury, “é muito mais que um livro, é um verdadeiro documento, uma espécie de libelo acusatório. E nós vamos procurar através dessas acusações as verdades que o Brasil quer e precisa saber”.

Delegado da Operação Satiagraha, que em 2008 prendeu o banqueiro Daniel Dantas, Protógenes viu conexões entre as informações do livro e outras operações policiais. “Nunca imaginávamos que grande volume de dinheiro enviado para o exterior era do processo de privatização”, afirmou.

Presidente

O presidente Marco Maia considerou que esta pode ser uma “CPI explosiva, com contornos muito claros de debate político”. Maia informou que recebido o requerimento, o próximo passo é encaminhar para a secretaria geral da Câmara para as devidas conferências. “Além disso, será feita uma análise jurídica do conteúdo do requerimento. Vamos cumprir na integralidade do regimento no que diz respeito a instalação da CPI e assim identificar se há um fato determinado”.

Maia comunicou também que ainda essa semana vai assinar a constituição de duas CPIs para começarem a funcionar a partir do início do próximo ano. A primeira investigará o possível aumento do trabalho escravo no país e outra terá como foco o tráfico de pessoas, em um trabalho complementar ao que foi desenvolvido no Senado.

De Brasília,
Kerison Lopes


FONTE: SITE VERMELHO.ORG.BR

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Termina Conferência Nacional LGBT: “Homofobia é crime”!!!

A restauração do texto original do projeto de lei que criminaliza a homofobia foi uma das principais reivindicações da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT, que terminou neste domingo (18) em Brasília. Desde quinta-feira (15), lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais reúnem-se para definir uma pauta comum de políticas públicas.


Durante o encontro, foram aprovadas moções de apoio à versão original do projeto que torna a homofobia um crime equivalente ao racismo e ao antissemitismo (perseguição a judeus). De acordo com os participantes, o substitutivo que tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado é genérico e não atende às demandas dos grupos LGBT.

“A nova versão não deixa claro que os atos de homofobia são tipificados no Código Penal. Os movimentos entendem que o substitutivo é genérico e cria dificuldade para os juízes interpretarem os casos de homofobia como crimes”, diz Gustavo Bernardes, coordenador-geral dos Direitos LGBT da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

De acordo com Bernardes, o substitutivo – resultado de um acordo entre a relatora, senadora Marta Suplicy (PT-SP), e senadores da comissão – também recebeu críticas por poder resultar em punições mais brandas. Os movimentos LGBT defendem que os casos de homofobia sejam acrescentados à lei antirracismo, que considera crime inafiançável ofensas contra negros. Para esses setores, uma lei à parte não representa garantia que penas semelhantes serão aplicadas em relação à discriminação contra homossexuais.

Outra reivindicação aprovada no encontro foi aumentar a articulação entre a União e os governos estaduais e municipais na promoção de políticas públicas específicas. A diretora de Articulação Política e Institucional da prefeitura de Paulista (PE), Maria Vânia do Nascimento, defende o reforço nas parcerias para a implementação de políticas de assistência à população LGBT.

“Além de assistência médica e jurídica diferenciada [para o segmento LGBT], é necessário que os municípios elaborem um plano de enfrentamento à homofobia, o que depende do auxílio do governo federal”, explica. Os participantes também reivindicaram o reforço nas campanhas contra a homofobia nos meios de comunicação e uma política de combate ao bullying nas escolas.

“A inclusão dos homossexuais começa nas escolas, que precisam trabalhar o respeito à diversidade que a sociedade não ensina”, acrescentou Maria Vânia.

Promovida pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos em parceria com entidades LGBT, a conferência resulta em reivindicações que serão repassadas ao governo federal. Depois de três dias de debates, os participantes votaram neste domingo o documento final, que define as políticas públicas consideradas prioritárias pelo setor.

Agência Brasil

Debate: Por que os torturadores escondem os seus rostos?

Justiça Militar


A foto de Dilma Rousseff sendo interrogada por funcionários da ditadura tem se prestado a várias leituras. A cena dos dois homens escondendo o rosto com a mão assemelha-se muito à imagem de criminosos escondendo a face para não serem reconhecidos. Eles são autores de crimes que definem a verdadeira impunidade que ainda precisa ser enfrentada no Brasil.

Por Katarina Peixoto


No dia 3 de dezembro, a revista Época publicou uma foto de Dilma Rousseff sendo interrogada por delinquentes oficiais depois de 22 dias de tortura. A foto é extraordinária sob muitos aspectos e um deles é a sua expressividade como história, como fato histórico. Uma jovem altiva mira o ou os interrogadores e dois dos delinquentes que participavam da barbárie esconderam o rosto para o fotógrafo (a história desse ato fotográfico mereceria por si só uma análise detida, não tanto da intenção do fotógrafo, mas da função desse tipo de foto, numa ditadura, em sessões de interrogatório). Dilma, como todos podem saber, foi torturada. Os torturadores de Dilma, não.

Essa foto tem sido objeto de algumas reflexões na imprensa brasileira. Uma delas, assinada pelo jornalista Moisés Mendes, do jornal Zero Hora (edição de 11/12/2011) chama a atenção por uma curiosa escolha de palavras. Estabelecendo uma relação entre o período histórico da ditadura e a foto de Dilma, o jornalista escreve:

“Éramos alienados, seu Mino. Jovens com o perfil de Dilma, comunistas, democratas ou anarquistas, que provocaram o confronto com o regime com suas próprias vergonhas, eram quase todos da minoria da militância estudantil. Só leve a sério quem aparecer contando vantagem, com histórias de resistência e bravura naquele 1970, se conhecer sua trajetória.

A foto de Dilma no interrogatório não é a síntese da juventude brasileira de quatro décadas atrás. É apenas a foto de uma moça destemida diante de dois homens torturados pela desonra”. (ver íntegra do artigo no final)

Torturados pela desonra? A cena dos dois homens escondendo o rosto com a mão assemelha-se muito à imagem de criminosos escondendo a face diante das lentes de uma máquina fotográfica ou de uma câmera de televisão. Considerando o período histórico e o contexto da cena, parece muito mais plausível que a tentativa de esconder o rosto tenha pouco a ver com um “sentimento de desonra” e tudo a ver com um gesto com um objetivo bem definido: não ser identificado. Os criminosos, em geral, não gostam de ser identificados.

A possibilidade de os torturadores sentirem-se envergonhados obviamente não está descartada; seria nada mais que uma possibilidade e, enquanto tal caberia averiguar. Uma das dificuldades para que isso ocorra é que, no Brasil, os torturadores nunca se disseram envergonhados, sequer assumiram o que fizeram e menos ainda foram punidos. Como não bastasse, os arquivos em que seus delitos estão registrados foram ou destruídos ou sonegados da cidadania brasileira e assim seguem, mesmo quase trinta anos após o fim da ditadura. A ocultação dos torturadores, dos seus atos e de suas personalidades de direito torna impossível averiguar a sua vergonha.

De fato, em termos jurídicos, um crime imprescritível (como o são os crimes contra a humanidade, dentre eles a tortura), uma vez não investigado, processado e punido se constitui como crime continuado. Assim, não há qualquer obstáculo jurídico ou lógico para se atribuir aos delinquentes que torturaram, entre outros, a atual presidente democraticamente eleita do Brasil o adjetivo que lhes é devido: criminosos contra a humanidade.

Aqui aparece um ponto que parece ser decisivo para as leituras da foto em questão. O Estado brasileiro, até hoje, não reconheceu que foi autor de crimes no período da ditadura. Não se trata apenas de reconhecer crimes contra o marco constitucional da época. Um governo eleito foi derrubado por alguns setores civis e militares, num movimento autoritário que feriu de morte o marco constitucional da época. Além desse crime, outros foram praticados: prisões arbitrárias e ilegais, demissões arbitrárias do serviço público e de empresas, perseguições, sequestros, torturas, assassinatos...Crimes cometidos por agentes de um estado de exceção.

Neste contexto, os interrogadores de Dilma escondem o rosto não porque estão “torturados pela desonra”, mas porque, objetivamente, pertencem a uma organização criminosa que tomou de assalto o Estado brasileiro. O fato de isso não ser reconhecido por um jornalista sério mostra o quanto o Brasil precisa acertar as contas com sua própria história.

Os crimes praticados por criminosos que até hoje insistem em esconder seus rostos continuam sem inquérito, sem processo, sem acusação, sem defesa, sem julgamento. Os torturadores não têm vergonha alguma pelo simples fato de que eles, institucionalmente, isto é, como membros do aparato de segurança e das forças armadas, jamais confessaram seus crimes.

E se o Brasil tivesse aberto os arquivos da ditadura civil-militar que se seguiu ao golpe de estado de 1964? E se as famílias dos supliciados e desaparecidos tivessem tido acesso aos corpos de seus entes familiares, bem como às condições de seu assassinato?

Os delinquentes que participaram do interrogatório da jovem Dilma Rousseff, depois de esta passar por 22 dias de tortura, por acaso foram investigados e padeceram como acusados sem inquérito, tiveram os seus corpos supliciados e as suas subjetividades invadidas pela brutalidade da violação física e mental de que se faz a tortura? Há alguma confissão inconfessa ao público, em que algum torturador teria incorrido?

As dificuldades e resistências em reconhecer que o Estado foi autor de crimes só reforçam a importância de uma Comissão da Verdade, que traga à luz os rostos que até hoje tentam se esconder e os fatos que até hoje permanecem escondidos. Há um jargão (distorcido) que costuma ser repetido à exaustão que consiste em dizer que “o Brasil é o país da impunidade”. As nossas prisões estão abarrotadas e todos sabem qual é o perfil de seus habitantes. A impunidade no Brasil aplica-se, sobretudo, aos chamados crimes de colarinho branco, mas a mãe de todas as impunidades é a que até hoje está encravada no coração do Estado. Os crimes cometidos pelo Estado brasileiro, como o da tortura, permanecem impunes e, mais do que isso, sendo reproduzidos em peças policiais obscuras que também escondem o rosto.

Por isso, também, seria importante que Dilma determinasse a abertura dos arquivos da ditadura militar. Mais do que pela autoridade moral de ter sido vítima da ação dos delinquentes torturadores e assassinos; mais do que pela sua subjetividade e decência, mais do que pelo respeito que ela tem pelos que ficaram pelo caminho, pelos que foram subtraídos, até em seus restos mortais, de seus familiares, ela pode abrir os arquivos. Para além da confusão gerada e reproduzida pela lei da anistia, é importante abrir esses arquivos para acabar com as mentiras históricas, até quando cometidas por gente séria, em conotações equívocas e que dão guarida à falsidade na descrição do que se passou.

(*) O jornal Zero Hora só disponibiliza os links dos textos de sua edição impressa para assinantes. Segue abaixo o artigo em questão:

11 de dezembro de 2011 | N° 16914

A foto de Dilma

Por Moisés Mendes

Enquanto alguém fotograva Dilma Rousseff naquele interrogatório da Auditoria Militar do Rio, você fazia o quê? Você que era jovem, com idade para duelar com a ditadura e cometer loucuras em nome da democracia ou de uma revolução, o que você fazia naquele novembro de 1970 enquanto Dilma encarava os militares com o nariz empinado e você nem sabia que Dilma existia?

Admita: você, seus irmãos, seus colegas, seus vizinhos não faziam quase nada. Eu confesso: tinha 17 anos, dormia escutando as baladas da Rádio El Mundo de Buenos Aires e acordava pensando no milagre que eliminaria minhas espinhas da cara. Como nos empurraram para a alienação naquele 1970, em Alegrete ou em Porto Alegre!

E agora você, que tem hoje a idade de Dilma em 1970, que tem 22 aninhos, que já postou mais de mil fotos suas no Facebook: você já tem uma foto síntese como aquela de Dilma? Tem a imagem que revele sua alma, que dispense legendas, que esteja para você como a Mona Lisa está para todas as mulheres e como a Guernica de Picasso está para todas as guerras? Você tem uma imagem que tenha condensado tudo de você?

Se ainda não produziu a foto reveladora de sua presença neste mundo, não se penitencie. A foto de Dilma é única. Não acredite na conversa de que todos os jovens daquele 1970 enfrentavam a ditadura com o olhar de laser de Dilma. Os jovens de 1970 estavam anestesiados por quatro anos de regime militar, pelo Tri no México, pela censura.

A edição número 115 de Veja, de 18 de novembro daquele 1970, trazia esta capa: Em quem os jovens votaram. A reportagem tratava de uma pesquisa com mil jovens de 18 a 22 anos, de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Recife, que votavam pela primeira vez no dia 15 daquele mês para eleger senadores e deputados.

Algumas revelações da pesquisa: 52% não sabiam por que os militares fizeram o golpe de 64; outros 25% disseram que o golpe evitara o comunismo; 71% achavam que o povo estava feliz com a situação do país; 51% dos jovens gaúchos votariam na Arena (o partido do governo) e 44% no MDB (da oposição); e 55% de todos os pesquisados no país votavam “por obrigação” (só 10% entendiam que votar era um direito). E quem tinha sido Oswaldo Aranha? 83% não tinha a menor noção. E qual seria a nota para o presidente Médici? Um 8,4. E assim por diante.

Na eleição, de 70, o MDB levou uma lambada de dois votos por um da Arena. A Arena elegeu 41 senadores e 223 deputados federais. O MDB, apenas seis senadores e 87 deputados. No Estado, Daniel Krieger e Tarso Dutra, arenistas, foram eleitos senadores com o dobro de votos dos emedebistas Paulo Brossard e Geraldo Brochado da Rocha.

Foi uma goleada do partido do governo, com o voto faceiro dos jovens. Vão dizer que havia a campanha do voto nulo, que o país ainda estava confuso, que faltava coesão ao MDB, aos democratas e às esquerdas. Nessa confusão, os jovens eram, como escreveu Mino Carta, o diretor de Veja, “pouco politizados, muito práticos e eventualmente ingênuos”.

Éramos alienados, seu Mino. Jovens com o perfil de Dilma, comunistas, democratas ou anarquistas, que provocaram o confronto do regime com suas próprias vergonhas, eram quase todos da minoria da militância estudantil. Só leve a sério quem aparecer contando vantagem, com histórias de resistência e bravura naquele 1970, se conhecer sua trajetória.

A foto de Dilma no interrogatório não é a síntese da juventude brasileira de quatro décadas atrás. É apenas a foto de uma moça destemida diante de dois homens torturados pela desonra.


Fonte: CartaMaior
 DILMA CAPA

sábado, 17 de dezembro de 2011

Empossada nova diretoria do Sinpro Pernambuco!!!

Com presença massiva dos professores, e prestigiada por autoridade da política pernambucana, representantes de entidades sindicais e dos movimentos sociais, foi empossada oficialmente, na noite desta sexta-feira (16/12), a nova diretoria do Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco – Sinpro PE. No total 58diretores, que representam a chapa Renovação e Luta, eleita com 3.134 votos no último dia 17, assumem a gestão que se estende de 2012 a 2014 com respaldo da categoria, que lotou o auditório do evento realizado na própria sede da entidade.
Direto de São Paulo o presidente nacional da CTB, Wagner Gomes; veio especialmente à atividade da entidade, que em seu último congresso – realizado em junho, em Garanhuns – aprovou filiação à Central Sindical. “É uma honra para CTB estar participando da posse da nova diretoria do Sinpro, que sabemos ser comprometida com a luta dos trabalhadores e com as bandeiras dos professores brasileiros e pernambucano. E muito nos orgulha também em tê-los como filiados da nossa Central”, comemorou.
O Secretario de Ciência, Tecnologia Desenvolvimento Econômico, José Bertotti, também saudou os novos diretores empossados. “Ter os movimentos sociais organizados fortalece a luta dos trabalhadores. É preciso cada vez mais mobilizar os professores em busca dos interesses da categoria”. Quem compartilha da idéia é o Deputado Estadual Luciano Siqueira, que enxerga na nova gestão um momento de renovação da entidade, importante para o momento político nacional. “Tenho expectativa e convicção de que esta segunda gestão vai reforçar mais ainda a atividade do sindicato, que tem se pautado por uma postura classista,  além de lutar pelos interesses específicos da categoria que representa e que o faz muito bem na luta para mudar o destino do país”, declarou.
Emocionado, o novo Coordenador Geral do Sinpro PE, Jackson Bezerra, saudou a presença de todos e fez uma retrospectiva das lutas cotidianas da entidade, do compromisso com a categoria e da expectativa para a nova gestão. “Juntos, reerguemos esta entidade e a auto-estima dos professores pernambucanos. Garantimos conquistas a partir de muito suor. Temos hoje, após um período de muita luta, um Sinpro forte, valente e pautado na luta de classes. Na nova gestão, o desafio é aproximar ainda mais a entidade da sociedade e devolver a dignidade aos trabalhadores”, disse.
Também marcaram presença na posse da nova diretoria do Sinpro PE a Secretária de Etnia da Contee, Nara Texeira, o Secretário Estadual da CUT, Paulo Rocha, a Deputada Federal Luciana Santos, o Presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), Thauan Fernandes, o presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, Alesson Barbosa, a Supervisora Técnica do Dieese em Pernambuco, Jaqueline Natal e o Superintendente Adjunto do Ministério do Trabalho e Emprego, Jeferson Lins. Após a solenidade, os convidados foram recepcionados por um Buffet.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O profeta Nostradamus está fora de moda?

O cientista e vidente Michel de Nostredame, conhecido popularmente como Nostradamus, é um dos nomes mais citados quando o assunto é profecia. No entanto, são os Maias que têm dominado os debates sobre  o fim do mundo em 2012. Será que o maior profeta de todos os tempos está fora de moda?

O gerente editorial do Grupo Editorial Pensamento (que reúne temas sobre espiritualidade, autoajuda, esoterismo e saúde), Adilson Ramachandra, garante que o francês continua atual e tem mais a ver com as profecias maias do que se imagina. “Em 1994, os jornalistas italianos Enza Massa e Roberto Pinotti descobriram, entre documentos antigos da Biblioteca Nacional da Itália, em Roma, um manuscrito datado de 1629 intitulado ‘Nostradamus: Vaticinia Code”, comenta Ramachandra. “Esse material rendeu o documentário ‘Efeito Nostradamus’, feito pelo ‘The History Channel’”, comenta.

O livro perdido mostra sete desenhos relacionados com o alinhamento galático que ocorre a cada 26 mil anos e pode voltar a acontecer em 21 de dezembro de 2012, coincidindo com a data final do calendário Maia. “Quando acontece esse alinhamento, a impressão é que o sol parece surgir do centro da galáxia. Da última vez que isso ocorreu, a Terra entrou na era de Aquário e muitas espécies foram extintas devido ao derretimento das camadas polares, na era do gelo”, conta. “Os desenhos de Nostradamus podem conduzir informações que os Maias, Egípcios e a Maçonaria já nos trouxeram. De forma alguma ele está fora de moda”, afirma.

Catástrofes
De acordo com Ramachandra, o alinhamento galático causará o pico da radiação solar e os astrônomos preveem que esse fenômeno acontecerá justamente no final de 2012, como dizem os profetas.     “Essa grande quantidade de energia causará uma perturbação enorme no campo eletromagnético da Terra, que pode acarretar na perda dos satélites de comunicação, terremotos, tsunamis e na erupção de vulcões”, diz Ramachandra.

Um dos vulcões que poderia despertar e causar um desastre é o supervulcão Yellowstone, situado nos EUA. A caldeira, de 60km de comprimento e 40 km de largura, tem pelo menos 2 milhões de anos e a útima vez que entrou em erupção foi há 640 mil anos. “As catástrofes ilustradas nos filmes não estão completamente descartadas. Caso o Yellowstone entre em erupção, metade dos EUA será destruído e podemos ficar sem a luz solar de dois meses a seis anos, por causa das cinzas que ele jogaria”, ressalta.

Biografia
O Grupo Editorial Pensamento publicará em março do próximo ano uma biografia sobre Nostradamus. “Vamos falar não só da vida dele como profeta, mas também como médico, astrólogo e astrônomo”, avisa o editor.

FONTE: SITE YAHOO!!!

Documentários sobre Novos Baianos em cartaz no São Luiz!!!

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Do NE10 Figura importante na construção da música popular brasileira, o grupo Novos Baianos é retratado no documentário Filhos de João, O admirável mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas. O filme, em cartaz até dia 22 no Cinema São Luiz (Rua da Aurora), revela o universo estético e filosófico do conjunto e de sua ligação com João Gilberto, espécie de guru da trupe.

A obra traz depoimentos de ex-integrantes do Novos Baianos e músicos que viveram a efervescência das décadas de 60 e 70, como Tom Zé, Moraes Moreira, Galvão, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor.
Entre os prêmios já recebidos por Filhos de João, estão o de Candango Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília, e Melhor Direção de Longa Documentário no Fest Cine Goiânia.

No Recife, são duas sessões por dia: 18h30 e 20h, com ingressos a R$ 4 e R$ 2 (meia). Excepcionalmente nesta quinta (15), o segundo horário será ocupado pelo documentário Três irmãos de sangue, sobre Betinho, Chico Mário e Henfil e suas colaborações nos cenários político, econômico e cultural do País. Para entrar basta fazer a doação de brinquedos, livros ou alimentos.

FONTE: SITE NE10!!!