sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Professores do SESI iniciam campanha salarial em setembro!!!

Por Paulo Carrera
Em assembléia realizada na última quinta-feira (18), na sede do Sindicato dos Professores em Pernambuco (Sinpro PE), docentes do Serviço Social da Indústria (SESI) escolheram o dia 13 de setembro para dar início a Campanha Salarial, para o Acordo Coletivo 2010/2011 em uma assembléia que dará encaminhamentos ao documento. Na ocasião, serão constituídos pauta e eixo além de eleger três representantes da categoria, que formarão a comissão paritária de negociação e acompanhamento do acordo.
Foto: Paulo Carrera
“Hoje, o SESI descumpre o acordo coletivo de trabalho em diversos aspectos. Entre eles salários e cargas horárias que vão de encontro ao acordo coletivo de trabalho e praticam perseguição aos professores para que eles não participem das assembléias no sindicato. O Sinpro PE irá denunciar essa prática anti-sindical ao Ministério Público do Trabalho. Antes de mais nada, estaremos firmes e fortes na defesa dos diretos e de melhores condições de trabalho para os professores do SESI, como fizemos na vitoriosa campanha da educação básica 2011”, disse o coordenador político do Sinpro PE, Jackson Bezerra. “Contamos com o apoio da Contee, que tem pautado o problema dos professores do SESI, SENAI e SENAC como uma questão nacional, já que não é apenas em Pernambuco que ocorre essa arbitrariedade”, completou.

Sinpro PE dá entrevista à rádio Nova Carpina FM!!!!

Por Paulo Carrera
No início da manhã de hoje (18), o Coordenador do Sindicato dos Professores em Pernambuco (Sinpro PE), José Jackson Bezerra, participou de uma entrevista no programa de Francisco Júnior, na rádio Nova Carpina FM, para esclarecer e reforçar à população os motivos da possível deflagração de greve dos professores da rede municipal de Paudalho, prevista para esta sexta-feira (19).

Foto: Paulo Carrera
A previsão é que a categoria paralise as atividades caso a prefeitura recuse as propostas de pagamento do piso salarial, implementação do PNE, melhores condições de trabalho e melhoria na estrutura das escolas. O prefeito havia feito uma proposta de 10% de reajuste. Os professores exigem o percentual estabelecido por lei de 15,86%.
“Essa é uma luta classista. O que estamos fazendo em Paudalho é muito mais do que simplesmente reivindicar aumento de salário. Brigamos também por melhores condições e trabalho para o professor, por uma escola limpa e confortável e por uma merenda mais digna” disse Jackson Bezerra em entrevista ao Francisco júnior.

Professores de Paudalho param as atividades!!!!!!

Os professores da rede municipal de Paudalho deflagraram , nesta manhã, greve geral da categoria, paralisando as atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembléia realizada hoje (19), às 9h30, por cerca de 400 professores presentes. Neste momento, os docentes seguem em direção a BR 408 para interditar a via e, em seguida, para o centro da cidade, onde realizam piquete.
UNANIMIDADE: Professores votam pela deflagração da greve
De acordo com o coordenador político do Sinpro Pe, Jackson Bezerra, a prefeitura municipal não se dispôs a avançar nas negociações nem a atender as reivindicações da categoria, entre elas o cumprimento da Lei do Piso, aumento de 15,8%, adequação da tabela de vencimentos, pagamento imediato do retroativo de janeiro á junho de 2011, reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), cumprimento das Licenças Prêmio dos professores e melhorias físicas das escolas do município.
Além das mobilizações, o Sinpro PE notificou o poder público do município cobrando providências, além de entrar na justiça contra a gestão do executivo a fim de fazer cumprir a lei do piso. “Nenhum professor dará aulas nesta cidade até que esta situação se defina. As escolas estão caindo aos pedaços e os professores trabalhando sem seus direitos garantidos e sem a menor dignidade”, justificou.

domingo, 14 de agosto de 2011

Professores de Paudalho decretaram greve por tempo indeterminado!!!!!!!!



Por Paulo Carrera
Em assembléia realizada hoje, às 08h, no município de Paudalho, os 450 professores da rede pública municipal que estiveram presentes decretaram, por unanimidade, greve por tempo indeterminado. A categoria que está negociando com a prefeitura desde abril, teve suas reivindicações pelo pagamento do piso, PCCVM – Plano de Cargos, Carreiras, Valorização e Magistério, melhores condições de trabalho e condições físicas estruturais das escolas negadas. A gestão do município continua alegando que não pode pagar o piso por que elevará a folha de pagamento para mais de 50% e infringiria a lei de responsabilidade fiscal. A categoria não aceitou a alegação da gestão porque o município recebe o benefício do FUNDEB que é exclusivamente para educação e, por orientação do tribunal de contas do estado, o piso pode ser pago.  Após a decisão, a categoria saiu em passeata pelo centro de Paudalho, encerrando com um ato público em frente à prefeitura. Os professores voltam a fazer um ato público no dia 16, quando farão novamente as reivindicações e no dia 19 farão nova assembléia a fim de decidirem se deflagram ou não a greve.
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Foto: Fábio Emmanuel
A prefeitura fez uma contra proposta de 10% de reajuste em cima do salário atual. Presentes na mobilização e a frente das negociações, o Sinpro PE e a CTB comandaram os professores em uma passeata pelo centro da cidade. Porém, o Prefeito, com uma atitude antidemocrática, intimidou o dono dos carros de som, com o intuito de que eles não saíssem às ruas, dando vós a categoria. Mesmo assim, os professores prosseguiram em caminhada, levando à sociedade a situação em que os professores se encontram.
No próximo dia 16, no ato público pelo PNE, o Sinpro PE entregará as propostas à gestão do município de Paudalho e, dependendo da resposta, na assembléia do dia 18, a categoria poderá deflagrar a greve ou não.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Protesto estudantil no Chile termina com 300 detidos e 39 feridos!!!!




Pelo menos 300 detidos em nível nacional, 39 feridos e milhões de pesos em perdas por depredação do patrimônio público e privado. Este foi o balanço oficial das manifestações estudantis ocorridas nesta terça-feira (9) no Chile para exigir uma educação gratuita e de qualidade.


Milhares de pessoas fizeram um "panelaço" em Santiago em fente ao Palácio La Moneda
A informação foi anunciada esta noite pelo subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, após reunir-se por cerca de uma hora no Palácio de La Moneda com o general de Ordem e Segurança Pública dos Carabineros Chilenos, Aquiles Blu.

Segundo Ubilla, o protesto concentrou cerca de 80 mil pessoas, "das quais umas duas mil só participaram para causar distúrbios", assegurou. Momentos depois de Ubilla ter divulgado o balanço, ainda era possível ouvir "os panelaços" em vários distritos da capital chilena, em apoio às reivindicações dos estudantes.

Os enfrentamentos vividos até a noite, especialmente em frente à sede central da Universidade do Chile, deram vez ao ruidoso protesto, nos quais pessoas saíram às praças para fazer soar suas caçarolas e frigideiras. Os dirigentes estudantis afirmaram nesta terça-feira que, se o governo não responder a suas reivindicações, exigirão um plebiscito. Segundo eles, a manifestação na capital chilena concentrou 150 mil pessoas.

A presidente da Federação de Estudantes do Chile, Camila Vallejo, sustentou que se o governo não for capaz de dar uma resposta, será preciso "exigir outra via de solução, já não institucional".

"(Será necessário) convocar um plebiscito para que seja a cidadania em seu conjunto a decidir qual tem de ser o futuro da educação em nosso país", sentenciou a dirigente, que acrescentou que em outras regiões se reuniram 40 mil jovens.

Entre suas reivindicações, os estudantes do ensino médio e superior solicitam ao governo a "desmunicipalização" do ensino, ou seja, que o Estado volte a administrar o sistema, e que seja proibido o lucro como objetivo das instituições de educação privadas, resposta que o Executivo deve entregar nesta quarta-feira.

Fonte: Efe

Câmara rejeita Convenção 158 da OIT: prejuízo para trabalhadores!!!!



A ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege o trabalhador contra a demissão imotivada, foi rejeitada na votação desta quarta-feira (10) na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Após cinco horas de discussão tensa e tumultuada, o parecer pela rejeição da matéria foi aprovado por 17 votos contra 8.

A Mensagem já havia sido rejeitada anteriormente pela Comissão de Relações Exteriores. Com o resultado da Comissão de Trabalho, já são dois pareceres contrários. A proposição depende do recurso de 1/10 dos deputados para ir a Plenário, já que recebeu parecer contrário das duas comissões de mérito. Do contrário, será arquivada, conforme Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) defendeu o texto do projeto durante toda a discussão, destacando a necessidade de ratificar o texto da convenção como forma de proteger o trabalhador brasileiro contra os abusos dos empregadores. E apresentou dados que mostram a rotatividade de mão de obra no país como um gargalo para o desenvolvimento e para a geração de empregos com qualidade para os trabalhadores.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) também defendeu a aprovação da matéria, denunciando o ressurgimento do “centrão”, grupo de parlamentares que atuaram durante a Assembleia Constituinte, com objetivo de impedir a conquista dos direitos por parte dos trabalhadores. Almeida contestou ainda os argumentos que atribuem à Convenção 158, da OIT, o desemprego em alguns países da Europa, afirmando que o texto da convenção impedirá o aumento da rotatividade de mão de obra.

Outra deputada do PCdoB, Alice Portugal (BA), também alertou para a necessidade de uma discussão sobre a posição retrógada da Comissão do Trabalho, que vem sistematicamente rejeitando matérias de interesse dos trabalhadores, a exemplo do que ocorreu com a proposta do deputado-empresário Sandro Mabel (PR-GO) sobre terceirização.

Após vários pedidos e requerimentos de retirada de pauta, o presidente da Comissão, deputado Sílvio Costa (PTB-PE), manteve a decisão de apreciar a matéria ainda nesta quarta-feira e, para isso, retirou todos os itens de pauta para a votação da Mensagem do Poder Executivo.

De Brasília
Márcia Xavier

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ateus, os mais repudiados, odiados e detestados!!!!!



Carlos Pompe *





Pesquisa da Fundação Perseu Abramo apurou que os ateus são as pessoas mais detestadas no país, merecendo repulsa, ódio ou antipatia de 42% da população. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) tem realizado, com dificuldades financeiras e resistência por parte de empresas de ônibus e de propaganda, uma campanha de divulgação do ateísmo. A campanha visa “o reconhecimento dos descrentes na sociedade como cidadãos plenos e dignos”, informa a Associação em sua página na internet (http://www.atea.org.br/). Não se trata, como caluniam os fundamentalistas de todas as religiões, de uma campanha para tornar ateus os crentes. A ATEA também dá as informações abaixo:
Na primeira semana de 2009, a British Humanist Association lançou a primeira campanha publicitária do Reino Unido versando sobre ateísmo. Foram 800 ônibus com o slogan "Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar e viva sua vida". Em novembro de 2009, a American Humanist Association lançou uma ação semelhante. Campanha igual à britânica está sendo veiculada em dois ônibus de Barcelona. Nos EUA, os American Atheists veicularam um outdoor em Nova York celebrando a razão. Quatro grandes organizações de ateus norte-americanas lançaram em outdoors, ônibus, trens e em jornais e revistas a maior campanha de divulgação ateia já veiculada, segundo a American Humanist Association. No Canadá, o Centre for Inquiry está lançando a campanha "Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias", inspirado na frase de Carl Sagan. Na Austrália, a companhia local responsável pelos anúncios em ônibus se recusou a expô-los. Na Itália, a campanha foi proibida.
A atitude dos comunistas
Na Introdução à crítica da filosofia do Direito de Hegel, onde Marx escreveu sua famosa classificação da religião como ópio do povo, ele considera: “A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real e, de outro, o protesto contra ela. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito”. Por isso, os ateus esclarecidos não fazem guerra à religião, mas denunciam seu caráter retrógrado e, contra seus mitos, oferecem a alternativa da explicação científica dos fatos e fenômenos que nos cercam. Engels, em 1874, qualificou de estupidez a guerra à religião, pois tal atitude atrai o interesse para a religião, podendo fortalecê-la. Para ele, só a luta de classe dos trabalhadores, atraindo as camadas proletárias a uma prática social consciente e revolucionaria, liberará as massas oprimidas do jugo da religião.
É com base nessa visão que os marxistas, ao desenvolverem o materialismo militante, o fazem em conexão com a luta pelo poder político e pela construção de uma sociedade nova, sem exploração, comunista, em que não teria sentido “o soluço da criatura oprimida”, por já não existir a opressão. Lênin, ainda durante a luta revolucionária na Rússia czarista, em 1909, esclareceu:
“Devemos lutar contra a religião. Isto é o ABC de todo materialismo e, portanto, do marxismo. Porém o marxismo não é um materialismo que se detenha no ABC. O marxismo vai mais além. Afirma: temos que saber lutar contra a religião, e para isso é necessário explicar desde o ponto de vista materialista as origens da fé e da religião entre as massas. A luta contra a religião não pode limitar-se nem reduzir-se à prédica ideológica abstrata; deve vincular esta luta à atividade prática concreta do movimento de classes, que tende a eliminar as raízes sociais da religião” (Atitude do partido operário diante da religião).
Adiante, o líder bolchevique considera: “Deve deduzir-se disto que o folheto educativo antirreligioso é nocivo ou supérfluo? Não. Disto se deduz outra coisa muito distinta. Deduz-se que a propaganda ateia da social-democracia” (como se denominavam os comunistas, então) “deve estar subordinada à sua tarefa fundamental: o desenvolvimento da luta de classes das massas exploradas contra os exploradores”.
Os comunistas defendem que o Estado deve considerar a religião um assunto privado. Lutam contra todos os preconceitos e discriminação de cunho racista, preferência sexual, religioso etc. Neste et cetera está também o preconceito contra os ateus, gravemente apontado pela pesquisa da Fundação Perseu Abramo. E, consequentes na defesa do materialismo dialético, levam adiante o debate com as concepções religiosas – sejam ou não politicamente progressistas as pessoas que as apregoam. Explicar o papel de classe que desempenham a Igreja e a religião e apoiar entidades, governamentais ou não, que defendam o estado laico e democrático é tarefa permanente enquanto vivermos neste vale de lágrimas e opressão.


* Jornalista e curioso do mundo.