domingo, 20 de fevereiro de 2011

Oposição no Bahrein condiciona diálogo à renúncia do governo.

20 de Fevereiro de 2011 - 13h27

Grupos de oposição e manifestantes contrários ao governo do Bahrein dizem que somente negociarão com a monarquia do país após suas demandas por reformas serem aceitas. Eles pedem a renúncia do atual gabinete de governo, a libertação de prisioneiros políticos e uma investigação sobre a morte de manifestantes.

Seis pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas na semana passada após as forças de segurança dispersarem manifestações com violência. Os manifestantes restabeleceram um acampamento na Praça Pérola, no centro da capital do país, Manama, que havia sido esvaziada pelo Exército na madrugada da quinta-feira (17).

Centenas de pessoas passaram a noite de sábado para domingo na praça, que se tornou o principal ponto de concentração dos protestos contra o governo. Os manifestantes retornaram à praça após o príncipe herdeiro do país, Salman bin Hamad al-Khalifa, em sua condição de comandante em chefe das Forças Armadas, ter ordenado a retirada do Exército das ruas e sua substituição por forças policiais.

A retirada dos militares era uma das exigências feitas pelos grupos opositores para dialogar com a monarquia.

O príncipe Salman foi encarregado pelo pai, o rei Hamad bin Isa al-Khalifa, de negociar com os grupos opositores. Alguns líderes da oposição defendem reformas políticas que levem o país a se tornar uma monarquia constitucional democrática. Mas alguns manifestantes também vêm pedindo a renúncia do rei Hamad.

Um líder da oposição xiita do Bahrein anunciou neste domingo que o diálogo político com o poder só terá início depois que o atual governo renunciar.

"Um governo que não pôde proteger o próprio povo deve renunciar, e os responsáveis pela matança devem ser julgados", declarou à AFP Abdel Jalil Ibrahim, chefe do bloco parlamentar Wefaq, principal movimento da oposição xiita.

"A oposição não recusa o diálogo" proposto pelo príncipe herdeiro Salman Ben Hamad Al Khalifa, destacou, "mas exige uma plataforma que favoreça o diálogo".

A família real pertence à minoria sunita do país, enquanto a maioria dos manifestantes contra o governo é da maioria xiita, que alega ser marginalizada e reprimida. Apesar disso, muitos manifestantes têm sido cautelosos ao descrever a revolta popular como não sectária, cantando slogans como: “Não há sunitas ou xiitas, apenas a unidade barenita”.

O Bahrein é um dos vários países árabes ou muçulmanos que vêm enfrentando manifestações pró-democracia desde a queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro.

Desde então, protestos populares também forçaram a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, no dia 11 deste mês. Protestos populares estão ocorrendo ainda em países como o Iêmen e a Argélia.

Segundo informações da BBC, o príncipe Salman fez contato com representantes de todos os grupos políticos do país, incluindo os principais grupos opositores xiitas.

Em comunicado transmitido pela TV, o príncipe apelou à união nacional. “Espero que possamos nos dar as mãos, trabalhar juntos e nos comunicar com todas as forças políticas do país”, afirmou. “Juntem-se a nós para acalmar a situação, para que possamos ter um dia de luto pelos nossos filhos perdidos.”

Em entrevista à TV CNN, ele pediu perdão pelas mortes ocorridas na semana passada. “Lamentamos profundamente. Isso é uma tragédia para nossa nação”, disse. Segundo ele, os manifestantes poderão permanecer na Praça Pérola.

Com agências
FONTE SITE VERMELHO.

Líbia ameaça União Europeia por "incentivar" protestos.

Líbia ameaça União Europeia por "incentivar" protestos
20 de fevereiro de 2011 14h46 atualizado às 16h39

A Líbia exigiu que a União Europeia (UE) pare de "incentivar" os protestos sociais que acontecem em várias cidades do país, ameaçando "suspender a cooperação" no combate à imigração ilegal caso o bloco não mude sua atitude, informou neste domingo a presidência húngara da UE.
"Na quinta-feira, o embaixador da Hungria (na Líbia) foi convocado em Trípoli e comunicado que, se a UE continuasse incentivando as manifestações, a Líbia suspenderia sua cooperação na luta contra a imigração ilegal", explicou à AFP o porta-voz da presidência rotativa europeia, atualmente ocupada pela Hungria. Após a convocação do embaixador, "os outros representantes europeus em Trípoli receberam a mesma mensagem", disse o porta-voz, confirmando informações publicadas pelo jornal francês Le Monde.
As autoridades líbias expressaram seu "descontentamento" com declarações feitas na quarta-feira passada pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que fez comentários sobre a liberdade de expressão no país, palco de protestos violentamente reprimidos contra o ditador Muamar Kadhafi. Ashton pediu que Trípoli ouvisse os manifestantes e evitasse a todo custo a violência.


Fonte site do TERRA!!!!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

WikiLeaks: Brasil não é maduro para ser ator global, dizem EUA

13 de Fevereiro de 2011 - 11h12

WikiLeaks: Brasil não é maduro para ser ator global, dizem EUA

O Brasil ainda não é "maduro" o suficiente para ser um ator global. Precisa ser "encorajado" pelos EUA a assumir "responsabilidades", aprendendo a "confrontar" outros países se necessário. Avaliações como essa de dezembro de 2009, em tom paternalista e às vezes irônico, predominam na reação de diplomatas americanos em Brasília à campanha brasileira por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

É o que mostram telegramas enviados a Washington entre 2004 e fevereiro de 2010, obtidos pela organização WikiLeaks.

O debate sobre a ampliação do CS, em tese responsável pela paz internacional, voltou à tona quando o presidente americano, Barack Obama, apoiou a candidatura da Índia, há dois meses. Obama virá ao Brasil nos dias 19 e 20 de março.

Os membros permanentes do órgão, com poder de veto, são os mesmos desde a criação da ONU, em 1945: EUA, Rússia, China, França e Reino Unido. A perspectiva brasileira de integrar essa cúpula já existia na época.

Telegramas

O tema marcou a relação entre os governos de Lula (2003-2010) e de George W. Bush (2001-2009) por dois motivos: o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, estabeleceu um grupo para tentar conciliar as propostas de reforma, e Lula fez dela uma prioridade.

Nos telegramas, o assunto é sempre abordado pelos brasileiros. O ex-chanceler Celso Amorim brinca com a fama que tinha, dizendo que não queria parecer "obcecado" com o CS.

Em 2005, um ano depois de o Brasil assumir o comando da força de paz no Haiti, um despacho relata o "desapontamento" de Amorim quando os americanos disseram que só aceitariam uma ampliação "modesta", com duas novas cadeiras (Bush apoiaria oficialmente apenas a candidatura do Japão).

Os EUA, que invadiram o Iraque sem autorização do CS, não queriam a reforma. Preferiam contornar a ONU com a proposta de uma "parceria pela governança democrática".

"Desespero"

O ex-embaixador Clifford Sobel, um empresário republicano, diz que o Brasil buscou "desesperadamente" o apoio dos EUA, mas "fracassou em assumir o papel de liderança que o faria um candidato forte".

A presença do país no CS em 2004 e 2005, em uma das dez cadeiras rotativas, foi marcada por "cautela e equívoco", escreve Sobel.

Os americanos se irritam com a ideia brasileira de "imparcialidade", que impedia o alinhamento com os EUA contra países como Cuba e Venezuela. Para os diplomatas, o Brasil se esforçava para manter "relações amigáveis" com todos devido à candidatura ao CS.
Telegramas falam do fracasso brasileiro em garantir votos de africanos, de árabes e da China, que também joga contra a ampliação porque não quer a presença de Japão e Índia. Ironizam a "liderança natural" do Brasil na América Latina.

Em 2009, quando prepara reunião de Amorim com a secretária de Estado Hillary Clinton, um emissário do Itamaraty inclui a ONU entre os assuntos da pauta.

Sobel nota a falta de menção à concorrência para a compra dos caças da FAB. "Uma oferta bem-sucedida da Boeing para vender os F-18 ao Brasil tem o potencial de fortalecer essa parceria de modo inédito", escreve.

O embaixador americano chama de "baleia branca" o submarino a propulsão nuclear brasileiro, e afirma que sua única função real será deixar o país mais perto das potências do CS, que contam com o artefato.


Fonte: Folha de S.Paulo

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PF cria base de exames em SP para identificar vítimas da ditadura

13 de Fevereiro de 2011 - 10h49

PF cria base de exames em SP para identificar vítimas da ditadura

Polícia Federal começa a usar nesta segunda-feira (14) uma base de exames permanente em São Paulo para a identificação de corpos de desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar (1964-1985) supostamente enterrados nos cemitérios paulistanos de Vila Formosa e Perus.

As atividades no novo posto de trabalho, viabilizado por uma parceria com o IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo, terão como foco inicial a descoberta dos restos mortais do militante Sérgio Corrêa, da ALN (Ação Libertadora Nacional).

No início de dezembro, peritos da PF retiraram do cemitério de Vila Formosa várias ossadas de uma vala que provavelmente recebeu o corpo de Sérgio, de acordo com as apurações do órgão.

Jeferson Evangelista Corrêa, chefe de medicina forense do INC (Instituto Nacional de Criminalística da PF), afirma que serão feitos exames antropológicos nos restos mortais, o que inclui a verificação de arcadas dentárias, dimensões de ossos e características de sexo e idade.

Essas perícias permitirão uma triagem inicial para definir quais ossadas serão submetidas a exames de DNA.

Segundo Corrêa, o trabalho será feito em uma sala do IML em caráter permanente, com pelo menos dois peritos da PF e dois do instituto paulista até o final dos trabalhos de identificação.

Agilidade

Anteriormente, as atividades de investigação foram realizadas em etapas e com interrupções, e agora a meta é dar um andamento mais rápido às apurações, de acordo com o perito da PF.

Na próxima segunda-feira (14) vão ser retomados os trabalhos de busca da ossada do também militante da ALN Virgílio Gomes da Silva, supostamente enterrado no cemitério de Vila Formosa.

Nas últimas semanas, peritos de geofísica da PF analisaram fotos aéreas, mapas e registros antigos do cemitério para delimitar as áreas com maior probabilidade de ter recebido o corpo.

As ossadas eventualmente retiradas na nova etapa de exumações em Vila Formosa também deverão ser analisadas em São Paulo.

Em Brasília, equipes da área de genética do INC estão realizando exames de DNA em restos mortais recolhidos no cemitério de Perus em outubro de 2010.

A meta é identificar os corpos dos militantes de esquerda Luiz Hirata, da organização AP (Ação Popular), e Aylton Adalberto Mortati, do Molipo (Movimento de Libertação Popular), desaparecidos desde 1971.

A PF também prevê a realização de trabalhos nos cemitérios do Araçá e de Parelheiros nos próximos meses.

Fonte: Folha de S.Paulo
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EUA: deputado propõe bloqueio econômico à Venezuela

América Latina

13 de Fevereiro de 2011 - 14h21

O deputado republicano Connie Mack, do estado da Flórida, afirmou em discurso neste sábado (12) que os Estados Unidos deveriam impor um bloqueio econômico "total" à Venezuela, em represália ao presidente Hugo Chávez. O senador estadunidense, que chamou Chávez de "o Osama Bin Laden da América", pediu também que Washington inclua a Venezuela na lista de países que patrocinam o terrorismo.

As palavras foram ditas durante a Conferência Conservadora de Ação Política (CPAC), uma reunião onde potenciais aspirantes a candidaturas republicanas medem seu apoio. "Como Bin Laden, por razões que somente ele sabe, [Chávez] declarou os EUA como seu inimigo mortal. Como [Mahmoud, presidente do Irã] Ahmadinejad, tem a sua disposição direitos privilégios e recursos de um Estado, um estado muito próspero", afirmou.

Mack, que é presidente do Subcomitê para o Hemisfério Ocidental da Câmara dos Deputados, afirmou que sua tarefa na casa, atualmente dominada por republicanos, é concentrar-se em um "perigo claro e presente que está surgindo em nosso próprio continente", em referência a Chávez.

Além disso, o deputado propôs que os EUA aumentem a importação de petróleo do Canadá, para depender menos das exportações de Caracas. A Venezuela é a terceira maior exportadora para o mercado norte-americano e a produção, que a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S. A) quantifica em três milhões de barris por dia e a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em 2,3 milhões, situa-se neste momento entre um quarto e um terço da saudita, a maior do mundo.

Fonte: Ópera Mundi
 
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Reposição de livros didáticos custa R$ 87 milhões ao ano

13/02/2011 - 19h14

Reposição de livros didáticos custa R$ 87 milhões ao ano

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
 
Todos os anos, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia do MEC (Ministério da Educação) responsável pelos programas do livro didático, precisa repor em torno de 16% das publicações compradas para serem distribuídas a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas do país. De acordo com a coordenadora-geral dos Programas do Livro, Sonia Schwartz, o índice está dentro do esperado e nunca será “zerado”. Ainda assim, representa um gasto anual de R$ 87 milhões.

Os livros comprados pelo MEC e distribuídos às escolas públicas têm durabilidade prevista de três anos. A exceção são os exemplares destinados aos alunos do 1° ano do ensino fundamental para alfabetização, que são “consumíveis”. “A reposição é natural. Sempre tem um livro que é extraviado, ou que molha, estraga ou o aluno perde”, aponta Sonia. Ainda assim, ela alerta que as escolas precisam orientar os alunos para o bom uso do material – e dos recursos públicos.

O início das atividades escolares é um período propício para que a escola trabalhe com os alunos a importância de conservar bem as obras. Uma das estratégias adotadas é pedir aos pais que assinem um termo de compromisso quando o livro que é entregue no início do ano. Sonia diz que não há previsão de multa ou outra penalidade caso o material não seja devolvido ao final do período letivo, mas ressalta que é importante a escola ter esse tipo de controle.

O procedimento é adotado pela Escola Classe da 206 Sul, em Brasília. Segundo a professora Erika Dinato, em geral os alunos “cuidam muito bem” do material. “Minha mãe encapa os livros todo ano. A professora fala sempre para não riscar e ele fica aqui na escola, na estante. A gente só leva para casa quando tem dever”, conta Suelen Kriebel, aluna do 4° ano do ensino fundamental.

Sônia da Conceição Guedes, também professora da escola, conta que um argumento forte para convencer os alunos sobre a necessidade de conservar os livros é que no ano seguinte ele será utilizado por um colega. “Desde pequeninhos, eles já têm essa noção. No primeiro dia de aula, a gente diz que no ano seguinte o livro vai ser para o coleguinha, para um irmãozinho mais novo, um primo. A maioria já tem irmão na escola e quando é ele quem vai usar no ano que vem os alunos têm o maior cuidado”, diz.

A coordenadora do FNDE conta que algumas escolas escolhem um dia na primeira semana para encapar os livros junto com os alunos ou promovem gincanas no fim do ano premiando as turmas que tiveram o maior número de exemplares devolvidos. Os índices mais altos de má conservação, segundo o FNDE, são dos estados do Norte e Nordeste: 20% das obras precisam ser respostas anualmente. No Sul, esse patamar é de 10% e no Sudeste e Centro-Oeste, de 15%.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!!!!

Há muito tempo se discute a importância da religião na sociedade tendo como base para sua consolidação, a fé. Analisar até que ponto esta importância é incondicional, passa a ser determinante na construção de sensos comuns, afirmando essencialmente que a fé resolve, ou seja, basta apenas acreditar que "Deus resolve". Precisa - se entender que a religião tem realmente sua função significante na sociedade, mas temos que nos conscientizar que necessitamos de limites, e quando estes limites não são postos, geramos a intolerância religiosa. Esta por sinal, foi responsável direto por artrocidades, massacres e guerras imensuráveis na história da humanidade. Claro que por muitas vezes, ou quase sempre, os líderes religiosos, que são formadores de opinião, influencia - sem estas atitudes, que fazem com que seus fiéis, por vezes, assumam posicionamentos cruéis e preconceituosos, achando que todo conceito é único.


Durante os últimos séculos, vários debates foram gerados à cerca da religião e sua intolerância. Muitos filósofos, físicos, teólogos, hiustoriadores...tem - se debruçado nesta temática para analisar as sociedades influenciadas pela religião de forma intolerante. Dentre muitos destes estudiosos, alguns merecem destaque como: Voltaire, Karl Marx, Gordon Childe, Nietzche, entre outros, sem esquecermos de Charles Darwin e sua teoria do "Evolucionismo". Todos tinham suas opiniões e seus conceitos sobre a intolerância religiosa. Na opinião de Voltaire ( 1694 - 1778), filósifo francês, " A crença é importante para a sociedade, mas a aceitação dos seu dogmas sem questionamentos lavam o homem ao fanatismo religioso, à babárie e à destruição". E realamente, o fanatismo a grandes atos de babárie humana. Podemos citar por exemplo, o massacre espanhol contra os povos pré- colombianos que eram proibidos de cultuarem e rituarem suas crenças. Acabaram por serem obrigados a se converterem ao cristianismo; a própria condenação de Joana D'arc a queimar na fogueira, por ter sido considerada bruxa, mostra a influência política na religião. Fica evidente então o interesse dos líderes religiosos em personificar o individualismo. De certo, neste período, a igreja católica eliminava, todos aqueles que tomassem posicionamentos contrários ameaçando assim, a autoridde da igreja católica. Assim, Voltaire acreditava que a razão e a fé poderiam caminhar juntas e as decisões religiosas não poderiam perpassar pelo fanatismo religioso. Voltaire falou "se o culto a Deus fosse tão necessário, ele teria dado a todos esse culto, como deu olhos, e boca para as pessoas.

As necessidades muitas vezes que os fiéis tem de justificar seus fracasssos com "Deus quis assim", comprova nitidamente a passividade e acomodação dos seguidores religiosos em esperar milagres e bençãos divinas e a crer que o sofrimento os levará ao dito "paraíso". Nietzche acreditava o contrário, para ele, “o homem tem força suficiente para superar as adversidades, tornando – se assim, um verdadeiro super – homem”. Esta dita fraqueza que o ser humano tem e por muitas vezes esplorada e apropriada pelos líderes religiosos, está evidenciada numa “fé cega”, numa crença irracional que leva a intolerância religiosa, cristalizando – se em perseguições e preconceitos, assim Nietzche expressou que “ a crença forte só prova a sua força, não a verdade daquilo que se crê”. Desta forma, não questionar a fé leva o homem a não pensar, como se fosse uma verdadeira droga que vicia e aliena, levando a perda da razão, por sinal, Karl Marx, filósofo alemão falou bem quando afirmou que a “religião é o ópio do povo”. Também afirmou que “estado e religião não podem caminhar juntos”. O estado deve ser laico e o povo poder escolher sua própria religião, embora acreditasse de forma convicta de que não deveria existir religião.

O fanatismo religioso acaba por ser um mal que destrói culturas e sociedades. As intolerâncias às religiões diversas são evidentes e não podemos caracterizar o catolicismo como única difundidoras destas idéias intolerantes. Observa – se também nas religiões protestantes, no hinduísmo, no islamismo...todas, de certa forma, contribuem para a massificação destas idéias. Os protestantes, talvez sejam o mais intolerantes, pois menosprezam e alguns até humilham as culturas afro e a própria igreja católica, por exemplo. Sobre a cultura africana, dizem que estes são adoradores do diabo; aos católicos, afirmam que não são difundidores das idéias de cristo. Certa vez, assistindo a um programa de TV onde tinha a participação de um pastor. Este questionado sobre a cultura africana, o mesmo afirmou que tinha de se respeitar a cultura afro e que os “batuques” são normais na África e não no Brasil e que aqui o protestantismo seria a religião de cada brasileiro legitima. Este pastor esqueceu que os africanos chegaram primeiro ao Brasil, e por sermos um país multi – étnico, os ritos africanos deveriam ser respeitados. A intolerância também fica evidente no hinduísmo e suas castas que não se misturam; no Islamismo, que transformou a djihad num movimento de puro fanatismo, para impor sua crença usando de formas nada convencionais como o suicídio para atos políticos visando chegar ao “paraíso”. O mais preocupante é que a mídia de uma certa forma vem influenciando toda esta situação. Hoje, as igrejas protestantes compram horários em emissoras de televisão para divulgarem suas crenças e massificarem cada vez mais a intolerância religiosa, como pudemos presenciar recentemente no embate político – religioso provocado pelas emissoras de TV: Rede Globo e Rede Record.

Podemos sim observar que a religião de uma forma geral deveria desempenhar um papel importante conscientizando a sociedade e dando condições para questionamentos que gerariam debates para construção de conceitos. Desta forma, pensando racionalmente, a religião fluirá de forma mais benéfica à sociedade, pois todos devem entender que a existe a “dose de verdade que cada um pode suportar”.